Friday, May 26, 2006

Antoine Faivre


A recente apresentação da MEDEIA de Eurípides, na versão de Sophia de Mello Breyner, fez-me ir buscar às estantes o estudo de Antoine Faivre TOISON D'OR ET ALCHIMIE ( ed.Archè, Milano, 1990 ).
A meu lado estava uma jovem, que perguntava ao companheiro: o que é que quer dizer velo de ouro? Não resisti e expliquei um pouco,enquanto o pano subia.
A jovem parecia ter idade para ser universitária: mais uma, representando a geração que nada sabe, e se não perguntar nada virá a saber.Ainda bem que perguntou.
No belíssimo estudo de Antoine Faivre, dedicado a Mestre Lima de Freitas, um amigo de sempre e um grande hermetista, como ele, o autor trata, no conjunto, todas as interpretações alquímicas doVELO de OURO. Parte dos primeiros relatos bizantinos, segue com os textos que estabelecem a ligação da simbólica da GRANDE OBRA àOrdem de Cavalaria fundada por Filipe o Bom, continua demonstrando o interesse do RENASCIMENTO pela mitologia e como isso favoreceu as leituras herméticas do mito.
Finalmente, no século XVII com Micahel Maier, que já aqui citámos muitas vezes, e toda uma série de inspiração ROSACRUZ desenvolve-se uma verdadeira hermenêutica da história de Jasão e do velo de ouro.
Na Alemanha o estudos adquirem dimensão teosófica, com Hermann FICTULD, enquanto em França com DOM PERNETY a dimensão permanece mais alquímica ou seja, "operativa". ( Veja-se A.J.Pernety, FABLES EGYPTIENNES et GRECQUES, 2 vols.reed. La Table d'Émeraude,1982 ).
A investigação de Faivre termina com o que ele define como "cabala fonética" de dois adeptos do século XX, Fulcanelli e Eugène Canseliet.Um antologia de textos e uma nota consagrada à presença do Velo de Ouro nos ritos maçónicos completam a obra.

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