Sunday, March 18, 2012

 L'ÉTERNITÉ
 ( ao Pedro e à Cristina )

A entrada, neste ano de 2012, no ano chinês do Dragão de Água trouxe-me de imediato à memória a imagem do Fogo e da Água e do simbolismo da sua Conjunção.
Uma oposição / fusão de contrários forçando ao mesmo tempo uma libertação de energias profundas, e uma Iluminação como as que o poeta Arthur Rimbaud (1854-1891) nos descreveu em alguns dos seus belíssimos, fortíssimos textos.
Rimbaud e a simbólica alquímica dos seus poemas...
Penso em Marine, (Illuminations) de que já me ocupei nalgum lugar.
Mas penso também agora em L'Éternité (Vers Nouveaux et Chansons) onde encontro uma emoção, uma pulsão semelhante:

L'ÉTERNITÉ
Elle est retrouvée.
Quoi? -L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

Âme sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s'exhale
Sans qu'on dise: enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sur.

Elle est retrouvée.
Quoi? - L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

 (Maio 1872)

Como é frequente nas revelações místicas e sobretudo nas alquímicas ocidentais ou orientais mais conhecidas, é logo nas primeiras imagens que é dada a revelação: neste caso a imagem da Eternidade com o seu sentido mais profundo e oculto  do mar fugido com o sol. Por outras palavras uma conjunção dos elementos opostos água e fogo, sendo aqui figurados pelo mar e pelo sol. Nessa união mística ( mysterium coniunctionis da definição de Jung) se condensa e revela o segredo da Eternidade.
Nas notas e comentários que acompanham a edição das obras completas da Pléiade Antoine Adam observa, e bem, que não se trata neste poema, como muitos autores desejaram, de uma explosão semi-pagã, de culto do corpo e da natureza, um pouco ao modo de Walt Whitman nas suas Leaves of Grass. Trata-se antes de um abandono consciente da fatuidade da fama e suas premências, de um apelo "à ciência e à paciência" (p. 935). 
Eu acrescento os termos que A. Adam não chegou a usar e leio que  no poema, e sua exaltação de contrários, se trata, pelo contrário, de uma experiência de abandono ao que os alquimistas chamaram de nigredo, a depressão de alma, a descida ou abandono a um silêncio interior que permite ao poeta escapar aos ditames do Tempo e alcançar desse modo a vivência de alguma Eternidade: esta, a sua, e que para nós permanece como júbilo e mistério até hoje, quando o lemos.
Na segunda estrofe se alude a outro par de opostos: a noite (nula) e o dia (em fogo). A noite é nula porque anula, na sua escuridão, as frágeis emoções do dia. E por isso na estrofe seguinte se pode dizer como evolui esse caminho de busca e anulação: na libertação dos impulsos mais comuns (mais vulgares) que permitirá o vôo de alma mais ansiado. As estrofes 4 e 5 descrevem então a nigredo de alma que é preciso "sofrer" para atingir com ciência e paciência um patamar mais alto, como em toda a iniciação. O sofrimento é grande, porque resulta de uma abdicação da vontade e do desejo mais imediato que pode ser dolorosa. Já em Fernando Pessoa iremos encontrar uma abdicação de melancolia igualmente assumida e dolorosa: o eu material, pequeno, anula-se para dar lugar a um Eu espiritualizado, bem maior. 
A imagem do suplício consta em tantas e tantas gravuras e descrições alquímicas que é difícil que os comentadores não tenham desde logo percebido o alcance destes versos, neste contexto de revelação que "abre e fecha" o Todo do poema.

A ETERNIDADE


Foi reencontrada.
O Quê ? - A Eternidade.
É o mar fugido
Com o sol.

Alma vigilante,
Digamos o segredo
Duma noite nula
E dum dia aceso.

Sufrágios humanos,
Vulgares impulsos
Deles te libertas
E pairas voando.

Pois que só de vós,
Carvões de cetim,
O Dever se exala
Sem que tenha fim.

Lá não há esperança,
Nenhum orietur.
Ciência com paciência,
Seguro o sofrimento.

Foi reencontrada.
O Quê ? - A Eternidade.
É o mar fugido
com o sol.

Nota Final:
Dir-se-á que a imagem dos opostos
la mer / le soleil - feminino / masculino
se atenua no caso da versão portuguesa: o mar / o sol, ambos masculinos. Mas não se atenua a pulsão sensual, dada pelo movimento do verbo, em ambas as línguas: aller avec, ir com, é na linguagem dos amantes fugir um com o outro; e o sentido mantém-se na formulação que escolhi, " o mar fugido / com o sol".
Os leitores dirão!






Sunday, March 11, 2012

E outra novidade, para acabar o dia de hoje com a inspiração surrealista, que alimenta a vida:
como eles gostam de dizer " o realismo é podar as árvores, o surrealismo é podar a vida";
continua a ser verdade, onde há arte há depuração forte da vida".
Referido na Newsletter da Fundação Gulbenkian encontrei este belíssimo catálogo, na verdade mais do que simples catálogo de arte, verdadeiro guia para os estudiosos da dimensão simbólica da arte na Europa:
L'EUROPE DES ESPRITS, ou La Fascination de L'Occulte, 1750-1950, reúne obras dos grandes museus que as cederam para uma exposição que teve lugar em Strasbourg em 2011 e continua agora, até Julho de 2012, no Museu Paul Klee de Berna.
Os ensaios que acompanham as reproduções são de grande interesse e informação para os estudiosos destas matérias.
Aqui fica a indicação, com votos de boa leitura, se não puderem fazer a viagem até ao museu!

Friday, January 20, 2012

E.Perrot

Julguei que tinha perdido as traduções, mas afinal reencontrei:
está tudo no arquivo, mas de 2007!
Assim bastará julgo eu, pesquisarem no arquivo e ir lendo tranquilamente! abraço amigo, Y.C.

Wednesday, October 19, 2011

O QUE É A INICIAÇÃO ?



Descubri por acaso uma pequena editora que se propõe divulgar temas herméticos, como este da Iniciação, dos símbolos maçónicos e outros semelhantes, através de livros de baixo custo, acessíveis a qualquer um que se interesse por aprofundar os seus conhecimentos de simbologia e alquimia (no fundo é a simbólica alquímica que está na base destas matérias que no ocidente surgiram a partir da Idade-Média e foram sendo absorvidas por diferentes movimentos e doutrinas, como as maçónicas.
A editora é a MAISON DE VIE ÉDITEUR.
E o pequeno livro a que me refiro, da autoria de François Ariès e Anne Ménestier, QU'EST-CE QUE L'INITIATION?, (2010).
Os autores são maçons, daí que sublinhem o espírito de irmandade, ou de fraternidade (se nos reportarmos aos ideais dos Iluministas franceses, que conduziram em parte à Revolução de 1789): Liberté, Égalité, Fraternité.
Parece uma contradição: pois o caminho da espiritualidade, conduzindo a uma revelação que é individual, mística e dificilmente partilhada com quem não viveu experiência igual, poderá desenvolver no indivíduo um olhar mais fraterno sobre o seu semelhante, mas não poderá torná-lo idêntico a si mesmo, nem à nova Liberdade, puramente interior, que terá adquirido pelo caminho.
A Iniciação é uma proposta de caminho a percorrer em conjunto, segundo estes autores. E de acordo com o modelo de que eles são participantes activos.
Mas na realidade a simbólica maçónica, bebida em rituais antigos, em parte na cultura egípcia (a grande voga do século XVIII na Europa culta) e em parte nos tratados de alquimia orientais e ocidentais que desde a Idade-Média foram chegando até nós - não esgota o imaginário da transformação que já no século II-III da nossa era, em Alexandria, se tornava patente em filósofos herméticos como Zosimo.
Os autores salientam neste opúsculo "que o espírito de corpo vivido numa fraternidade (entenda-se numa Loja Maçónica) ligada à construção dum Templo" conduz a mutações incessantes. Mas o que são elas?
Individuais, por certo; sociais e políticas também: pois onde se ergue um Templo se constrói uma civilização.
Contudo há uma diferença grande, entre esta Utopia (do indivíduo ancorado numa sociedade secreta emulando o Antigo Templo, a antiga Sabedoria, que se perdeu para sempre, segundo a lenda) e a meditação constante e renovada dos antigos alquimistas.
Para estes o templo é o seu próprio corpo, a sua própria consciência num TODO de razão e emoção, consciência e inconsciente, sendo que é deste fundo obscuro que todos os símbolos nascem, se formam e transformam, levando à própria transformação do adepto: ele é o Templo, e é nele que a busca se torna operativa.
Curioso acaso, recebo hoje a informação, das Edições Moleiro, que foi lançado o fac-simile do Splendor Solis, obra maior de Salomon Trismosin, que conhecemos como autor de La Toison d'Or (edição francesa de 1612, a partir do texto alemão de 1598); trata-se da mesma obra que em edição mais modesta foi publicada em França pela Bibliotheca Hermetica, em 1975, na colecção dirigida por René Alleau (grande erudito que é bom recordar).
As iluminuras são deslumbrantes, ricas de simbolismo e acessíveis pelo google a uma seriação completa, podendo nós ficar em contemplação perante qualquer delas durante todo o tempo necessário.
Compreendo e acho estimável o esforço dos autores do pequeno livro que pretende, e isso é dito logo de início, apenas dar testemunho de uma iniciação pessoal que se considerou feliz.
Está muito bem.
Mas fazem falta referências, verdadeiras propostas de leituras, como esta de Trismosin que deixo aqui, já que mãos sabedoras o trouxeram de novo ao convívio dos adeptos curiosos.
A sabedoria alquímica, humilde, paciente, transformadora é a que mais falta nos faz a todos, nestes dias presentes.

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Wednesday, August 24, 2011

O Sal da Vida

Hesitei em trazer para aqui este sonho-poema que transcreve com fidelidade o que se passou nesta chegada de alguém, um estranho, que fica à espera que alguém, eu, neste caso, lhe dirija a palavra perguntando se deseja alguma coisa.
E ele responde, directo e com simplicidade (os sonhos são assim, falam claro; a questão é depois dar sentido ao que nos deixam dito).
Desde que transcrevi o sonho-poema - é o relato de um sonho, mas não deixa de ser poema- que procuro entender a "lição".
Entendo em parte: é pedido sal, o sal da vida, o sal que nos três princípios alquímicos de enxofre, mercúrio e sal, serve de medianeiro transmutador. Sem ele nada acontece.
Mas há ali algo mais, e nisso tenho ficado a pensar, dias e dias a fio; continuo intrigada. O sal que fui buscar não estava limpo...tinha coisas lá dentro, pegajosas, que fui tirando...
Eis o poema, quem sabe alguém se reencontra nele ou me diz qualquer coisa.
Perdi há anos o meu alter-ego leitor, clarividente, eis-me cega neste momento para as ajudas que sempre julguei ter.

O SAL
Chega o Desconhecido
na sala aberta
fica de pé
encostado à parede

olha à volta
e aguarda

pergunto
deseja alguma coisa?
ele acena e responde:
sal

sal? repito eu
com algum espanto

sim

procuro a caixa grande
para tirar o sal
que lhe vou dar

o sal não estava branco
havia coisas lá dentro
escuras
pegajosas

remexi com as mãos
para limpar

dirão é bom sinal
o sal purifica
protege

mas eu hesito:
mesmo assim
estando sujo?

Numa leitura alquímica o sentido é aparentemente simples: purificar o negro, sublimar a matéria imperfeita; mas na vida...
Aqui deixo o enigma aos meus leitores. Quem sabe se me ajudam.

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Tuesday, June 28, 2011

PORQUÊ

PORQUÊ

Antigamente era frequente ouvir uma criança perguntar porquê repetidas vezes, ainda que se desse uma resposta; à resposta dada era exigido outro porquê, outra resposta e assim sucessivamente, para cansaço do adulto que ia respondendo, até que por fim já farto dizia porque sim e acabava a litania de perguntas e respostas.

Hoje a criança não se dirige ao adulto para perguntar, dirige-se aos botões para logo, sem perguntar, obter alguma resposta, mais rápida e mais interessante; faz isso com um ano de idade ou pouco mais, vejo-o por um dos meus netos: todos os botões, dos comandos de televisão aos dos jogos da psp, do iphone ou do computador. As respostas são dadas pelas imagens, e o maravilhamento é total. Na cozinha, onde estão proibidos de entrar, é o fogão ou o micro-ondas que desperta a curiosidade.

Mas a interrogação, o porquê, lá permanece à mesma.

Falei de crianças, mas poderia (deveria) falar de adultos. Da nossa capacidade de interrogação, de manter activos os comandos interiores dos porquês: da nossa vida, da vida que nos rodeia. No nosso caso talvez o excesso de respostas (ainda que falsas) aliado à velocidade com que são dadas, não permitindo uma elaboração mais integrada, prejudica a necessidade interior de outrora, de perguntar, de perguntar sempre. Ainda não se fez a pergunta e a resposta, uma qualquer resposta, aí está disponível, pronta a ser consumida e se necessário logo depois a ser deitada fora e substituída por outra, igualmente veloz e disponível.

Vivemos pois entre respostas que se foram substituindo ao perguntar mais insistente.

Um sonho que apontei mostrava-me o postal enviado por um amigo alemão. Reconheci a sua letra, aberta e generosa, de bom amigo.

Começava com esta pergunta, escrita em português, que ele fala bem (também é um bom amigo de Portugal) : Porquê ?

Este porquê prendeu-me a atenção, durante dias, até que decidi apontar o sonho.

E continuo a pensar no sentido profundo desta palavra que é interrogação.

A interrogação tem a ver com a consciência, a consciência de si, o conhecimento ou reconhecimento. No caso de um sonho, sendo a linguagem dos sonhos simbólica, este porquê aponta para algo mais do que a consciência, talvez antes o reconhecimento da necessidade do interrogar, a interrogação mais do que qualquer resposta.

Encontro nas Alices de Lewis Carroll – a do “País das Maravilhas” e a do “Através do Espelho” vários porquês, todos interessantes pelo momento em que surgem, pelo fascínio das personagens que lhes dão voz, pela perplexidade que causam, levando a novos porquês (novas interrogações).Usarei, para os exemplos que vou citar, a bela tradução portuguesa de Margarida Vale de Gato (ed.Relógio d'Água,Universos Mágicos, 2007).

Apercebo-me de que não interessa a resposta e ninguém em verdade espera por ela. O importante era a interrogação, e a consequente perplexidade causada.

É essa a função da pergunta: fazer pensar, e não obter uma resposta imediata, como se julga. Tinha razão a criança de outrora, ao não aceitar as respostas, umas atrás das outras, na pergunta residia o interesse, daí a repetição, a insistência…

Para este sonho que contei, também é preciso uma “pequena chave de ouro”, como a de Alice, que se esqueceu dela em cima da mesa ao diminuir de tamanho, não podendo assim entrar logo no jardim que tinha avistado pela porta mais pequena. Entrámos noutro mundo, noutra esfera, em que é preciso diminuir, para depois aumentar e continuar na aventura – uma aventura cheia de contradições, como nos sonhos, e que pelas contradições se resolvem. Um mundo de outra lógica e que de outra maneira tem de ser abordado.

“Quem diabo sou eu? Ah, esse é o grande enigma! “(p.22). Este é o capítulo II, em que surgem variadíssimos animais, revelando a Alice um outro mundo, que não responde logo à sua interrogação: na verdade, e Carroll sabia isso, só cada um por si pode responder às próprias interrogações!

Alice está no lago de lágrimas a conversar com o Rato, que lhe diz que primeiro têm de sair dali, depois ele contará a sua história:

“ Já não era sem tempo de fugiram dali, porque o lago estava a ficar apinhado de pássaros e animais que nele tinham caído: havia um Pato e um Dodó, uma Arara e uma pequena Águia, e várias outras estranhas criaturas. Alice pôs-se à frente deles e nadaram todos para terra firme”(p.29).

Simplifico: depois de uma figuração do que poderia ser uma descida ao inconsciente, ao mundo dos sonhos (Alice adormecera junto à árvore onde a irmã lhe lia um conto) assistimos a um conjunto de situações todas elas indicadoras de processos de transformação (os alquimista diriam de sublimação) desde as pulsões do negro da alma, os instintos, simbolizados pelos inúmeros animais de que a águia, ainda que pequena, é a mais espritual representante, até ao não menos provocante jogo com os 4 elementos: terra e água, para começar, enquanto não se alude ao fogo e ao ar, que virão adiante.

Mas não esqueço o meu fio conditor, da interrogação.

E é pela personagem da Lagarta que a interrogação melhor se manifesta:

“- Quem és tu?- perguntou” , a lagarta a Alice (p.49).

Neste diálogo assistimos à litania de perguntas que a cada resposta se sucedem, não aceitando o que é dado como explicação.

A Lagarta insiste: “Quem és tu? “ (p.50). E depois dá-lhe então o conselho que a fará aumentar novamente de tamanho; desta vez não come um bolo, mas um cogumelo e cresce ao ponto de ficar mais alta do que uma árvore, com a cabeça lá no alto a tocar o céu (entrou o elemento ar).

O interrogatório continua, pela voz de uma Pomba, que ela assustou tirando-a do ninho. A pomba, que a julgara serpente, pergunta “Bem !O que é que tu és? “ (p.56). E a resposta, de que Alice era uma menina, não a deixa satisfeita, como seria de esperar. Pois não se trata aqui de respostas, mas de perguntas, como já disse…

A pergunta agora não é quem, mas o que.

E ambas difíceis, no contexto do conto, como no de nós próprios e das nossas vidas e do mundo que nos rodeia, em permanente mutação.

Na verdade, se soubessemos o quem e o que – teríamos a resposta ao porquê com que comecei esta reflexão.

O porquê, enviado por carta oriunda da Alemanha - país da Alma, como alguém lhe chamou, contrapondo-o a França, país da Razão – terá que ver com as razões da alma, do seu esquecimento, talvez, numa altura em que preocupações do quotidiano familiar, social, politico, me afastam da escrita – meu caminhar interior.

Nesse meu caminhar, onde o tempo se torna espaço (como diz Gurnemanz a Parsifal, na obra de Wagner, falando do reino do Graal) – espaço de transformação da palavra ausente mas sempre desejada, descobrirei talvez o quem, o que e por fim o porquê!


Thursday, February 17, 2011

Novo livro


Alguns amigos que se interessam pela alquimia souberam de um novo livro.
E embora eu não goste de "blogar" a minha obra, abro uma excepção para esta:
narra um caminho, meu e de outros, em que a dinâmica (ou a simbólica) de alguma memória alquímica também está presente.

Celebro, ainda que sem publicitar nos jornais, o tempo que decorreu desde a publicação, em 1961, do meu primeiro livro de poesia, até este, de ficção: 50 anos (uma vida) de fidelidade à escrita!.

Outros livros aguardam, mas entretanto aqui fica este, com um abraço para todos os criadores do "objecto livro" que se ocuparam dele com arte e carinho, e para os meus leitores.

(Podem ler mais um pouco em Escrita Criativa, a pedido de uma aluno que encontrei nas Correntes d'Escrita da Póvoa de Varzim)


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