Wednesday, January 17, 2007

O seu a seu dono



"Atire a primeira pedra...

A uma certa distância julgamos que sabemos e percebemos a realidade
que nos é dada a ver.
Mas, quando chegamos mais perto, percebemos que fomos enganados.
A imagem, como mero reflexo do objecto que o representa, traiu e atraiu-nos.
Ao aproximar, o nosso olhar é guiado para dentro (do quadro, quadrado).
A seguir é atraído aínda mais para dentro (no círculo, sem início nem fim),
mantendo-se cativo do jogo de luz e de sombra, de cor e de forma, num
equilíbirio aparente entre o cáos e a ordem.
Aqui encontra-se a porta para um outro mundo, desdobram-se os significados,
analogias e conceitos.
Viramos o nosso olhar para aquilo que se reflecte por detras do espelho.
Entra-se nas entrelinhas.
Ao entrar para o interior, o quadro abre-se para o exterior, torna-se uma obra
aberta, que aponta para várias leituras em várias direcções. Iluminadas,
como os raios de sol em leque, as analogias e simbologias.
Assim, suspenso entre o que é e o que parece ser, no reflexo do conteudo na
forma e da alma no corpo, existe a comunicação e encontra(m)-se significado(s)."

( Inez Wijnhorst )

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